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Não me esqueças, a história de uma flor na maçonaria

Esta pequena flor é um dos mais novos símbolos maçônicos, com cerca de sete décadas e, pelo que se sabe, nem sequer aparece em nenhum ritual. É um símbolo de força simbólica de coragem perante a tirania.

Em 1934, com Adolf Hitler no poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer. Em 1937, a maçonaria é tida como “inimiga do estado”, doutrina que se consolidou em 1940 com a proibição de sociedades “secretas”, abrangendo a Augusta Ordem, quer na Alemanha quer nos países ocupados pelos germânicos, onde foram fechadas Lojas e retirado o direito de propriedade.

A Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado.

Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Abandonarm a idéia da universalidade maçônica e rejeitaram a ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!

Loja “Maçônica” Nazista.

A primeira declaração pública da Grande Loja Unida da Alemanha, emitida em 22 de janeiro de 1949, deu uma versão do passado que tinha pouco em comum com a verdade. Afirmou que nem um único maçom alemão havia participado do nazismo.

Uniforme de preso maçom de campo de concentração nazista

No entanto, em 1949, antigos membros do partido nazista, como Wilhelm Lorenz (membro desde 1 de julho de 1936), Hermann Dörner (1º de março de 1937), Udo Sonanini (1º de janeiro de 1938), Kurt Hendrikson (1º de janeiro de 1941), Herbert Kessler. (1 de maio de 1941) e Karl Hoede (com a autorização pessoal de Hitler de 4 de agosto de 1942, desde que era maçom de 1920 a julho de 1933; filho Hoedes casado com a filha de Theodor Vogels) já eram ou se tornaram proeminentes maçons sob a nova república alemã.

Porém os maçons que persistiram em seus ideais, precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso & Esquadro, seguramente um risco de vida.

Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam, nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.

O Miosótis, Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-te-esqueças-de-mim, em português.

“O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.

De acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.”

Temos a lenda que remete à Criação, a Adão, que a batizou de não-me-esqueças –– para que nunca se esquecesse do nome da pequena flor à qual não havia dado nome quando nomeou todas as plantas do Paraíso.
Outra lenda ancestral coloca a pequena flor na margem de um rio, na qual passeava um cavaleiro medieval acompanhado da sua amada. Ao tentar apanhar a flor para presentear a dama caiu ao rio, afundando-se com alguma rapidez devido ao peso da pesada armadura. No seu infortúnio ainda teve tempo para gritar à mulher amada; “ não-me-esqueças”.

Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse.

Myosotis victoria.

“O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na
Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº 9035 (http://www.pglwilts.co.uk/page51.html), Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.”

Simbolo da flor em um anel Maçônico.

O miosótis como símbolo, foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.

Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&AM). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.

Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.

Aleatória ou não, a escolha dessa flor como simbolo maçônico pode ser associado ao simbolo da flor da vida.

Então, qual é a flor da vida? Bem, aqui está …

É mais do que apenas uma foto. Este é o padrão para a criação no universo. É a base da geometria, música, proporções divinas e todos os elementos conhecidos pelo homem! Não importa em que lugar, planeta ou tempo você esteja, se você estuda a geometria sagrada, você sempre voltará para a flor da vida. Como é o recipiente de todas as outras geometrias sagradas.

Em 1980, o professor Robert Moon, da Universidade de Chicago, demonstrou que toda a tabela periódica de elementos, literalmente, tudo no mundo físico se baseia nessas 5 formas.

De fato, ao longo da moderna Química da Física e da Biologia, os padrões geométricos sagrados da criação estão sendo redescobertos.

Então, o que mais podemos descobrir sobre a flor da vida? De que outra forma ele interage com nossas vidas e criação ao nosso redor? Vamos voltar para a Vesica Piscis. Vamos ver outra revelação da geometria sagrada a partir dessa forma de criação mais auspiciosa. Considere a geometria rudimentar da Vesica Piscis

Se assumirmos que o raio de cada uma dessas esferas tem uma dimensão de unidade…. Ou um.

Se cruzarmos algumas linhas, obtemos alguns números interessantes, incluindo a raiz quadrada de 3. A raiz quadrada de 2 e finalmente a raiz quadrada de 5.

Estes são todos os números irracionais, o que significa que eles duram para sempre e nunca são resolvidos.

Foi encontrado na maioria das civilizações e em todo o mundo. Incluindo a Turquia, a Índia, o Japão, e arte italiana, incluindo esboços de Leonardo da Vinci, que estudou a forma da Flor da Vida e suas propriedades matemáticas.

Também foi encontrado na China – a Cidade Proibida e vários templos. O Dragão Chinês (Fu Dog). Parece forte e realmente ameaçador, mas dê uma olhada no que está sob sua pata. É o padrão da flor da vida.

Ele está guardando algum conhecimento sagrado, talvez? Foi encontrado em Israel – antigas sinagogas na Galiléia e em Massada. A referência mais antiga é encontrada no Templo Osiriano, de 6 mil anos, em Abidos, no Egito.

O autor Andrew Monkman escreve: “Acredito que a flor da vida antiga e completa é uma ferramenta interdimensional, um portal, um portal estelar, uma janela para o que alguns chamam de planícies interespaciais. (Monkman, “Geometria Sagrada – Flor da Vida”, Acessado em 26/09/2017 aqui: http://www.phoenixmasonry.org/sacred_geometry_the_flower_of_life.htm)

Preciso te levar de volta para a vesica piscis.

OBS: “Vesica piscis é a forma que é a intersecção de dois círculos com o mesmo raio, em que o centro de cada circunferência está sobre o perímetro da outra. O nome em latim significa literalmente bexiga de peixe.”

 

 

Esta é a razão particular pela qual todo este artigo é relevante para TODOS os maçons. Se pegarmos uma linha do topo da segunda esfera e a desenharmos através da linha de dissecação da vesica piscis, faça o mesmo do outro lado. Em seguida, pegamos uma linha do meio da segunda esfera até a parte inferior da segunda esfera e fazemos o

Flor, sob o simbolo nazista para maçons, o triangulo vermelho.

 

mesmo do outro lado, você milagrosamente faz um ângulo reto na parte inferior dessa interseção. Até agora você reconhecerá esta forma.

O que é mais fascinante é que se adicionarmos a esfera de volta e colocarmos a nossa consciência de luz de volta na esfera, ela se tornará ainda mais atraente.
Divirta-se com um compasso e veja a magia se desdobrar.Somos todos parte de

ste laço místico que pode ser desvendado pela simples “Square and Compass.” Aproveite o seu caminho e “Que seu Deus esteja com você” W Bro Keith Deighton 320″ O artigo completo sobre a flor da vida se encontra no link: https://www.theresearchlodge.com/

Em seus famosos Buscadores da Verdade (1988), Allen E. Roberts escreveu Mas nem todos os maçons alemães submeteram os ardis de Adolf Hitler e seu regime.

Alguns dos Mestres Maçons mais dedicados foram à clandestinidade. Para a identificação, eles usavam uma pequena flor chamada azul, a “Não me esqueças”. ”Isso mais tarde se tornou um símbolo maçônico nacional na Alemanha.”

Assim, fica evidente a relação e o sibolismo dessa flor com a Maçonaria. E que como maçons possamos nos ter uma conduta a fim de que, quando partirmos, aqueles que ficarem, não esqueçam de nós.

 

 

Referências:

http://masonic.com.br/trabalho/esquecer.pdf
http://bessel.org/forgnot.htm
http://www.masonicnetwork.org/blog/tag/das-vergissmeinnicht/
http://www.mjouteiropinto.blogspot.com

Fonte: http://www.irmaosdaordem.com.br/nao-me-esquecas-a-historia-de-uma-flor-na-maconaria/

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